United Nations Office on Drugs and Crime
Regional UNODC Websites

Login

Search

UNODC Brasil e Cone Sul
Quem somos
Áreas de Atuação
Perfil do País e Estatísticas
Nossos Projetos
Parcerias Estratégicas
Campanhas e Links
Biblioteca e Publicações
Notícias e Eventos
UNODC na Mídia
Eventos
Artigos e Discursos
Boas Práticas
Equipe e Contatos
 
Comissão de Prevenção ao Crime
Comissão de Narcóticos (CND)
Junta de Fiscalização de Entorpecentes
Iniciativa Global da ONU contra o Tráfico de Pessoas (UN.GIFT)
Rede Global da Juventude
Mundo Jovem OBID/SENAD
 
Informações para Países Membros
 
Central de Notícias da ONU
Eventos da ONU
UNODC is cosponsor of the Joint United Nations Programme on HIV/AIDS - UNAIDS
 

SHIS QI 25 conj 3 casa 7, CEP 71660-230 Brasília, DF, Brasil
Telefone: +55 61 3204-7200 / Fax: +55 61 3204-7222
E-mail: unodc.brasil@unodc.org


Assessoria de Comunicação


Região dos Bálcãs: estabilidade leva à redução da criminalidade

  Novo relatório do UNODC mostra que o ciclo de violência pós-conflitos se encerra, mas cultura de corrupção e crime ainda precisam ser combatidas

Viena, 29 de maio - O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) divulgou hoje em sua sede em Viena, Áustria, novo relatório que mostra que a região dos Bálcãs se tornou uma região de baixa criminalidade depois da onda de conflitos e violência que ocorreu no processo de transição do fim do comunismo e da desintegração da ex-Iugoslávia. Hoje a região pode ser considerada uma das mais seguras na Europa. "O ciclo vicioso de instabilidade política que conduzia à criminalidade, que atormentava os Bálcãs na década de 1990, foi rompido", disse o diretor executivo do UNODC, Antonio Maria Costa. Mas advertiu que "a região continua vulnerável à instabilidade causada pelos laços duradouros entre as empresas, a política e o crime organizado". O relatório "Os impactos do crime nos Bálcãs" ressalta três pontos principais.

Uma região mais segura

O relatório do UNODC mostra que, em comparação com a média da Europa, os crimes contra pessoas e contra o patrimônio (como homicídio, assalto, estupro, roubo e assalto) são mais baixos do que na Europa Ocidental, e o número de homicídios vem caindo em toda a região. Índices de homicídio na região caíram pela metade: de 2, 2 mil em 1998 para 1,1 mil (para cada 100 mil habitantes) em 2006. Na Albânia, por exemplo, os índices de homicídio são hoje similares aos dos Estados Unidos. A Croácia tem índice de homicídio mais baixo que o Reino Unido, enquanto a Romênia hoje pode ser considerada mais segura que a Finlândia ou a Suíça.
Em relação aos crimes contra o patrimônio, a Europa Central tem hoje duas vezes mais casos de furto e índices 15 vezes maiores de assalto que o sudeste europeu. A tendência positiva foi particularmente acentuada nos últimos anos. O número de cidadãos dos Bálcãs ocidentais detidos em prisões européias também tem caído

Baixa vulnerabilidade à criminalidade

Em segundo lugar, é provável que o progresso continue na região, já que esta não possui as vulnerabilidades que geralmente propiciam a criminalidade no mundo: pobreza em massa, desigualdade de renda, urbanização desenfreada e altos índices de desemprego entre jovens.

O relatório do UNODC também atribui a redução dos níveis da criminalidade na região a uma série de fatores regionais específicos. Maior estabilidade regional e democracia têm ajudado a por fim ao enriquecimento de certos grupos e pessoas com a guerra. O apoio da comunidade internacional, particularmente da União Européia, tem ajudado a pôr a região no caminho de uma rápida recuperação. A ampliação da integração com o resto da Europa abriu fronteiras e reduziu o risco do comércio ilícito e transfronteiriço.

O crime organizado, considerado anteriormente como grande ameaça, também vem retrocedendo. O tráfico de drogas, armas e de seres humanos pela região vem caindo, apesar de os Bálcãs continuarem sendo a principal zona de trânsito da heroína que vem da Ásia rumo à Europa Ocidental (cerca de 100 mil toneladas por ano). "Embora ainda haja problemas graves, a região está se afastando de uma era em que demagogos, polícias secretas e assassinos lucravam o contrabando e quebra de sanções", Costa.

Negócios, política e crime: ligações perigosas

Em terceiro lugar, o relatório do UNODC mostra que ainda há graves desafios, especialmente devido às ligações entre empresas, política e a criminalidade. "Pessoas que buscavam lucro fácil no passado hoje tentam limpar a reputação e lavar dinheiro por meio dos negócios e vínculos com a política ", observou Costa. "As futuras tendências da criminalidade no Bálcãs vão depender do Estado de Direito, da integridade, boa administração pública e estabilidade política", disse. O crime organizado prospera em lugares onde a sociedade não tem sentimento de pertencimento em relação àquele local e onde as pessoas têm pouco investimento. "Quanto mais as condições sociais e políticas se normalizarem, mais vai haver estabilidade dentro e entre os países da região, e mais os grupos criminosos vão perder seu mercado ilícito", disse o diretor do UNODC.

"A política e a economia têm de ser mais isoladas da influência corrosiva da criminalidade, especialmente do crime econômico", disse o diretor-executivo do UNODC, escritório que é guardião da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. "A corrupção deve ser tratada como o inimigo público número um, a fim de reforçar a integridade e a justiça, aumentar a legitimidade política e a confiança dos investidores".

Por isso, Costa fez um pedido para que haja mais esforço para combater crimes como a corrupção, desvios de conduta, aquisições fraudulentas, lavagem de dinheiro, peculato e abuso de poder, que continuam sendo um problema na região. Pesquisas com vítimas indicam que, em média, europeus do sudeste estão mais propensos a se deparar com oferta e demanda de propina que em outras regiões do mundo.

"Sociedades abertas, mercados abertos, e de fronteiras abertas são a melhor forma de combater o crime nos Bálcãs", disse o diretor do UNODC. Por isso, pediu aos países da região que reforcem o Estado de Direito. À comunidade internacional, particularmente a União Européia, Costa fez um apelo para que os países prestassem o apoio necessário para reduzir ainda mais a vulnerabilidade, a criminalidade e a instabilidade. Costa adiantou que o UNODC irá aumentar o seu envolvimento na região por meio de cooperação técnica.

Veja o estudo completo (PDF em inglês)

Mais informações 

Walter Kemp
Porta-voz, UNODC
Telefone: (+43-1) 26060 5629
Celular: (+43-699) 1459-5629
E-mail: walter.kemp @ unodc.org

 

 



back to top