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| UNODC is cosponsor of the Joint United Nations Programme on HIV/AIDS - UNAIDS |
| | | JUNTA INTERNACIONAL DE FISCALIZAÇÃO DE ENTORPECENTES - JIFE
Relatório Anual 2006
Press Release N
o 8
O Brasil no Relatório Anual da JIFE
Rio de Janeiro, 1 de março - O Relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE), lançado em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), cita o Brasil em 12 dos 654 parágrafos do documento. No Relatório do ano passado, o Brasil foi mencionado nove vezes. Seguem as menções ao Brasil no Relatório divulgado hoje:
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Parágrafo 105:
"Os estimulantes da Lista IV da Convenção [sobre Drogas] de 1971 são utilizados principalmente como anorexígenos. O maior consumo per capta de estimulantes da Lista IV tem sido tradicionalmente registrado nas Américas. Apesar de o consumo continuar aumentando nas Américas, tem diminuído significativamente a partir de 2000 na Ásia, na Europa e na Oceania. Em 2005, os índices mais altos de consumo calculados por cada 1 mil habitantes (por dia) de estimulantes da Lista IV da Convenção de 1971 corresponderam ao Brasil (12,5 SDDD [1]), Argentina (11,8 S-DDD), Coréia (9,8 SDDD) e Estados Unidos (4,9 S-DDD)."
2.
Parágrafo 106:
"A Junta tem pedido sistematicamente aos governos interessados que dêem a atenção devida aos elevados níveis de consumo [de anorexígenos]. Os governos de alguns países, como Chile, Dinamarca e França começaram a aplicar medidas especiais para controlar o uso inadequado de estimulantes e, com isso, têm conseguido diminuir significativamente o uso de estimulantes nesses países. Contudo, em outros países, particularmente na Argentina, Austrália, Brasil, Coréia e Cingapura, o consumo per capta de anorexígenos aumentou significativamente."
3.
Parágrafo 107:
"No passado, o uso de phentermina nos Estados Unidos diminuiu significativamente quando foram retiradas do mercado fórmulas que continham phentermina e fenfluramina. Contudo, a partir de 2000, o consumo no país voltou a aumentar. Além disso, as medidas adotadas em vários países da América do Sul para impedir a utilização de alguns estimulantes contribuíram para diminuir o consumo mundial dessas substâncias. Mas a partir de 2000, o consumo de outros estimulantes figurados na Lista IV aumentou drasticamente em dois países das Américas: a Argentina e o Brasil. A preocupação da Junta é que a crescente disponibilidade de estimulantes na Argentina e no Brasil possa criar condições propícias para o uso em excesso e contrabando dessas substâncias."
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Parágrafo 370
"A Junta observa que os países da América do Sul continuam adotando medidas especiais para fortalecer a segurança de suas fronteiras. Elaborou-se um programa experimental para a identificação de automóveis e caminhões em tempo real na passagem entre Argentina, Brasil e o Paraguai. Isso contribuiu para o intercâmbio de informações entre as autoridades policiais desses países. A Argentina, Brasil, Colômbia e Uruguai são alguns dos países que vêm aplicando o Código de Segurança de Navios e Instalações Portuárias (Código ISPS) da Organização Marítima Internacional."
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Parágrafo 379:
"No Brasil, foi promulgada a Lei No. 11.343, de 23 de agosto de 2006, pela qual se estabelece o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. Nessa Lei também se prevê procedimentos para a investigação de delitos ligados a drogas e penas, assim como medidas para a prevenção ao uso indevido de drogas. Faz-se uma distinção entre os traficantes e usuários de drogas e foram estabelecidas penas alternativas para uso de drogas sem a descriminalização."
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Parágrafo 390:
"No Brasil, a planta da cannabis é cultivada principalmente na região Nordeste. Apesar de ainda não estarem disponíveis estimativas mais precisas sobre as área total de plantio ilícito e sobre a capacidade de produção potencial, acredita-se que a maior parte da maconha consumida no Brasil venha de países vizinhos. Por exemplo, segundo a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, cerca de 85% da Cannabis que se produz no país são contrabandeadas ao Brasil; entre 10% e 15% são traficados a outros países do Cone Sul e somente entre 2% e 3% são destinados ao consumo interno."
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Parágrafo 400:
"Segundo o Escritório Europeu de Polícia (Europol), todos os anos entram cerca de 250 toneladas de cocaína na União Européia, o maior mercado mundial dessa droga depois dos Estados Unidos. A maior parte da cocaína é transportada por mar da Argentina, do Brasil, da Colômbia, do Equador, da Venezuela e do Suriname aos principais portos marítimos europeus. Também estão sendo utilizados correios (avião) para fazer a droga chegar à Europa clandestinamente e em altas quantidades."
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Parágrafo 404:
"No Brasil, o volume de apreensão de cocaína dobrou durante o ano que passou. Descobriu-se uma nova tendência: o uso de correios para transportar drogas do Brasil à África do Sul e de lá aos países da Europa e à Austrália. Desde que o Brasil introduziu em 2005 uma lei que permite que aeronaves não- identificadas fossem abatidas, diminuíram os casos de traficantes de drogas atuando com pequenos aviões na região amazônica, mas tem havido aumento considerável de apreensões em barcos e pequenas embarcações na rede fluvial."
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Parágrafo 406:
"O Paraguai continua sendo ponto da rota de envio de remessas de cocaína a outros países da América do Sul e a países da África e da Europa. As organizações criminosas, na maioria das vezes controladas por brasileiros, contrabandeiam a cada ano entre 40 e 60 toneladas de cocaína que passa pelo Paraguai."
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Parágrafo 413:
"Nos últimos anos, houve informações de apreensão de heroína na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no Equador, nas Guianas, no Peru, na Venezuela e no Uruguai. O aumento mais significativo no volume de apreensões de heroína foi registrado na Venezuela, onde a cifra foi aumentando continuamente de 196 kg, no ano 2000, a 658 kg, em 2004."
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Parágrafo 416:
"Apesar de o volume total de estimulantes do grupo anfetamínico apreendido na América do Sul não ser acentuado em comparação a outras regiões do planeta, os estudos sobre o uso indevido de drogas indicam que o consumo de estimulantes vem aumentando em alguns países da região, entre eles Argentina e Peru. A droga sintética mais consumida no Brasil é a MDMA [princípio ativo do ecstasy], vinda principalmente da Holanda. Na Venezuela foram apreendidos mais de 900 comprimidos de anfetaminas e 7,5 mil de ecstasy no primeiro semestre de 2006. No Paraguai foram apreendidos comprimidos de ecstasy pela primeira vez em 2005."
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Parágrafo 417
"Vários países da América do Sul informaram que há uma tendência crescente de uso de sedativos e tranqüilizantes com fins que não sejam terapêuticos. Na Argentina e no Peru, a prevalência do abuso dessas substâncias é ligeiramente maior na população feminina que na população masculina. No Brasil tem aumentado o uso lícito de anfepramona e femproporex, estimulantes da Lista IV da Convenção [de Drogas] de 1971. Na Argentina, descobriu-se contrabando e uso de zopiclona e ketamina, duas substâncias que não foram submetidas à fiscalização internacional."
[1] Dose Diária Definida Estatisticamente (S-DDD, em inglês)
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